Polícia Civil de Sertãozinho prende suspeitos de envolvimento em sequestros na região
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Operação em Sertãozinho, SP, prende cinco pessoas suspeitas de sequestros na região
A Polícia Civil de Sertãozinho (SP) prendeu cinco pessoas nesta terça-feira (10) por suspeita de extorsão mediante sequestro. Segundo o delegado Igor Dorsa, responsável pela investigação, os presos tiveram participação em pelo menos dois crimes registrados em 2023 e 2024 na região.
A Operação Criptopix cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Belo Horizonte (MG), Guarujá (SP), Jaboticabal (SP), Monte Alto (SP) e Guariba (SP).
A investigação apurou que as vítimas eram sequestradas, levadas a cativeiros e obrigadas a abrir contas em corretoras digitais que operam com criptomoedas.
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De posse dos celulares das vítimas, os criminosos faziam as transferências dos valores para outras carteiras e convertiam os valores para as contas deles.
“Uma vez adquirida a criptomoeda, ela era transferida para outra carteira. Essa carteira convertia novamente essas criptos em recursos financeiros e transferia isso para os envolvidos aqui da nossa região”, afirma Dorsa.
Ao rastrear as transações, a Polícia Civil identificou o receptador dos valores das vítimas e identificou os outros suspeitos.
Polícia Civil de Sertãozinho (SP) prende suspeitos de envolvimento em sequestros na região
Divulgação/Polícia Civil
Sequestros
De acordo com o delegado, o grupo preso nesta terça-feira atuou em pelo menos dois crimes. O primeiro foi em outubro de 2023, em Monte Alto (SP). Na época, um empresário de 40 anos registrou boletim de ocorrência após ter sido sequestrado e perdido R$ 465 mil.
O empresário contou que havia acabado de deixar uma agência bancária, quando foi surpreendido e teve a caminhonete bloqueada por um carro no cruzamento das ruas Herculano do Livramento e Dr. Raul da Rocha Medeiros.
A vítima relatou que de dentro do automóvel saíram pessoas encapuzadas e, armadas com revólveres e uma pistola, que a obrigaram a ir para o banco traseiro da caminhonete.
O segundo crime foi em julho de 2024 em Jaboticabal (SP). Um empresário foi agredido e ameaçado de morte durante as três horas em que esteve sob o poder dos criminosos.
Na época, a Polícia Civil informou que o grupo roubou cerca de R$ 27,5 mil de uma das contas da vítima por meio de transação via Pix.
No decorrer das investigações, as vítimas contaram à polícia que os criminosos atuavam com extrema violência.
“Todos relataram que eles estavam armados, eram muito agressivos, agrediam fisicamente as vítimas. O caso de Jaboticabal foi agredido. O senhor foi obrigado a entrar no cativeiro, a fazer transações, sendo obrigado a tirar fotos para viabilizar a abertura dessas contas nas corretoras de criptomoedas. Eram um grupo criminoso agressivo e violento e praticou extorsão, lavagem de dinheiro, com muita agressividade”, afirma Dorsa.
Com as prisões desta terça-feira, a polícia vai analisar os materiais apreendidos para identificar outras possíveis vítimas e ramificações da quadrilha.
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