'Foi ação legítima' e não teve 'nada fora do protocolo', diz secretário da Segurança de SP sobre abordagem com 45 tiros que matou jovem

  • 13/10/2026
(Foto: Reprodução)
'Foi uma ação legítima dos policiais', diz secretário da Segurança Pública sobre abordagem com 45 tiros que matou jovem O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou nesta terça-feira (13) que considera legítima a ação dos policiais militares que dispararam pelo menos 45 tiros durante uma abordagem que terminou com a morte do jovem Gustavo Munis, em Moema, Zona Sul da capital paulista. Segundo o secretário, a conduta dos agentes "não está nada fora do protocolo", será investigada e ainda não é possível afirmar se houve excesso. “Foi uma ação legítima dos policiais”, declarou Nico Gonçalves ao comentar o caso. Ele disse que os PMs foram acionados para atender uma ocorrência de uma pessoa que ameaçava se suicidar e que, durante a abordagem, o jovem teria corrido e apontado uma arma na direção dos agentes. Questionado se a quantidade de disparos poderia caracterizar excesso policial, o secretário afirmou que é necessário aguardar os resultados das perícias. “Eu não tenho o laudo ainda para ver quantos tiros pegaram nele. Não tem laudo, não podemos afirmar isso. Isso vai ser apurado em um inquérito da Polícia Civil. O inquérito da Polícia Militar também vai ser feito”, disse. LEIA TAMBÉM: Jovem morto pela PM com 27 tiros em Moema já havia sido agredido por policiais em outras abordagens, diz advogada Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública, falou sobre os casos de abordagem que terminaram em execução pela Polícia Militar de São Paulo Reprodução/TV Globo Segundo Nico, as cápsulas recolhidas no local indicam que houve pelo menos 45 disparos. A investigação deverá esclarecer a dinâmica da ocorrência, a atuação dos policiais e se houve excesso no uso da força. O secretário afirmou que os policiais não sabiam quem era Gustavo antes de chegarem ao local. De acordo com ele, a equipe foi acionada após um chamado de uma pessoa que dizia querer se suicidar naquela região. “A polícia foi para ajudar”, afirmou o secretário. Ele disse que, segundo as imagens da ocorrência, o jovem correu e demonstrou estar armado. Gustavo Munis de Santana foi morto com 27 tiros disparado por policiais militares em SP. Reprodução O secretário também declarou que, em situações desse tipo, os policiais são enviados para tentar preservar a vida da pessoa atendida. “Não há qualquer intenção das equipes de chegar a uma ocorrência dessas para trocar tiros com a pessoa”, afirmou. Ao comentar a atuação dos agentes, Nico disse que eles teriam reagido diante do que consideraram uma ameaça. Ele também afirmou que o caso causa tristeza, mas que, neste momento, não vê elementos para responsabilizar os policiais pela quantidade de disparos. Jovem morto em Moema com 27 tiros é velado em SP Jovem fazia ligações recorrentes à PM desde 2022, diz coronel Durante a entrevista, um coronel afirmou que Gustavo fazia ligações recorrentes para a Polícia Militar desde 2022. Segundo ele, os registros foram levantados posteriormente e incluíam chamados ao Centro de Operações da PM com informações que, de acordo com a corporação, não eram verdadeiras. O coronel ressaltou que as equipes que atenderam a ocorrência não tinham conhecimento desse histórico quando foram acionadas. A investigação deverá analisar as imagens da abordagem, os laudos periciais e a posição dos policiais durante os disparos. Além do inquérito da Polícia Civil, será instaurada uma apuração pela Polícia Militar para esclarecer as circunstâncias da morte.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/10/13/foi-acao-legitima-e-nao-teve-nada-fora-do-protocolo-diz-secretario-da-seguranca-de-sp-sobre-abordagem-com-45-tiros-que-matou-jovem.ghtml


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