MP vai investigar se houve falha em rede de proteção no caso do bebê morto com sinais de espancamento e abuso sexual em Sorocaba

  • 04/06/2026
(Foto: Reprodução)
MP vai investigar falha na rede de proteção de bebê morto com sinais de espancamento O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) vai investigar se houve falha na rede de proteção ao bebê que deu entrada em unidade de saúde morto e com sinais de espancamento e abuso sexual, em Sorocaba (SP). A confirmação foi feita nesta quarta-feira (3) pela promotora Cristina Palma, da Promotoria de Infância e Juventude da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica tentou reanimar a criança, mas confirmou a morte em seguida. Uma das médicas envolvidas no atendimento à criança passou mal ao ver a gravidade dos ferimentos e precisou ser medicada. O padrasto e a mãe, ambos de 21 anos, tiveram a prisão preventiva decretada. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Cristina Palma explicou como será o procedimento. "Primeiro a gente vai confirmar a causa da morte dessa criança. O laudo do corpo de delito não está pronto ainda. Existe uma suspeita de abuso sexual e maus-tratos. A criança tinha lesões aparentes. Mas é evidente que a confirmação da causa morte tem que ser através do laudo do corpo de delito, que é o documento hábil a dizer isso." Bebê dá entrada em unidade de saúde morto e com sinais de espancamento e abuso em Sorocaba Reprodução A promotora disse ainda que só ficou sabendo pela imprensa que o hospital já havia comunicado o Conselho Tutelar sobre aparente maus-tratos. "A gente vai verificar agora, se foi ou não foi feito. Se não foi feito nada, é evidente que estamos diante de uma omissão muito grave. Mas isso vai ter que ser confirmado", afirma. Conforme a promotora, a primeira medida nesses casos é anotar a ocorrência e o conselheiro deve ir ao hospital ou à casa da criança vítima. Ela disse ainda que a rede está preparada para o atendimento. "Existe todo o cuidado para se atender esses casos. A gente vai verificar se alguém falhou nessa linha de cuidado." Segundo Cristina, em casos mais graves, não é recomendada mera advertência, mas uma medida protetiva a favor da criança. "Vou requisitar agora toda a conduta do Conselho Tutelar para a gente verificar se teve falha grave ainda no atendimento ou não." LEIA MAIS: Médica passou mal ao ver marcas de violência em bebê que deu entrada no hospital morto, diz polícia Conselho Tutelar recebeu alerta de negligência meses antes de morte de bebê com sinais de violência, aponta documento Perícia encontrou sangue em casa de bebê que chegou a hospital morto com sinais de espancamento "O Conselho Tutelar é um órgão de proteção e ele tem que se conscientizar da sua importância para proteger as crianças. Então, as denúncias têm que ser levadas com absoluto cuidado. Quando o conselheiro falha nessa percepção, toda a rede falha também. É uma cadeia de proteção", afirma Cristina Palma. "Nesse caso, a gente percebe que algum cuidado não foi dado e a gente vai ver se isso era previsível, se poderia ter sido dado e responsabilizar quem falhou. Infelizmente, é isso que nos resta, com a morte da criança." Entenda o caso Miguel Franco Silva, de um ano e dois meses, morreu ao dar entrada no Pronto Atendimento com sinais de espancamento e abuso sexual na segunda-feira (1º). A mãe, Gabrielly Franco Garcia, e o padrasto, Rafael Luis Alves Júnior, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e podem responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Na unidade de saúde, a equipe médica tentou reanimar a criança, mas confirmou a morte em seguida. No entanto, segundo a avaliação preliminar, Miguel já estava morto havia cerca de uma hora antes de o socorro ser acionado. Aos policiais, Gabrielly disse que a criança estava no quarto com Rafael, e que ouviu sons de tapas. O homem saiu do cômodo pedindo socorro e disse que o bebê havia se engasgado. Ambos negaram as agressões e, conforme a polícia, disseram que os machucados foram causados pela própria criança. Conforme o boletim de ocorrência, o exame clínico revelou diversos ferimentos pelo corpo do bebê: Lesões na cabeça; Marcas de mordidas nos lábios; Ferimentos no nariz, nas orelhas e nos dedos das mãos e dos pés; Lesão grave na região anal; e Afundamento craniano. O corpo de Miguel foi sepultado por volta das 17h de terça-feira (2) no Cemitério Memorial Park, em Sorocaba (SP). Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte de Sorocaba (SP) Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/06/04/mp-vai-investigar-se-houve-falha-em-rede-de-protecao-no-caso-do-bebe-morto-com-sinais-de-espancamento-e-abuso-sexual-em-sorocaba.ghtml


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