Médico demitido de UPA em Campinas teria pedido beijo à mãe de paciente após atendimento, diz polícia
05/06/2026
(Foto: Reprodução) Médico é demitido após mãe de paciente relatar assédio durante atendimento em Campinas
O médico de 41 anos demitido por suposto assédio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Campo Grande, em Campinas (SP), teria pedido um beijo à mãe de um paciente após atendimento, segundo informações da Polícia Civil. O médico não ficará preso e o caso será investigado.
A vítima e o profissional foram ouvidos na noite desta quinta-feira (4), na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, logo após a PM (Polícia Militar) ter sido acionada para atender à ocorrência.
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De acordo com a Rede Mário Gatti, o homem era prestador de serviço na unidade de saúde. A empresa responsável pela prestação do serviço foi comunicada e o profissional foi demitido.
"A Rede Mário Gatti repudia veementemente qualquer conduta que desrespeite a dignidade, a segurança e a confiança dos usuários da rede pública de saúde. A proteção, o acolhimento e o respeito aos pacientes são princípios inegociáveis nas unidades de atendimento", manifestou, em nota.
Elogios e beijo
Médico foi levado à delegacia para prestar depoimento
Reprodução/EPTV
A vítima tem 17 anos e acompanhava o filho de nove meses, que está doente. A mulher relatou aos policiais que, ao fim de uma consulta, ela teria sido abordada pelo médico de plantão e recebido elogios como "você é muito bonita" e "você tem olhos muito bonitos".
Na sequência, eles teriam se cumprimentado. Segundo a vítima, foi nesse momento que o médico pediu um beijo, mas ela recusou e disse que poderia apenas "dar um abraço".
Ao sair da unidade de saúde, a mulher ligou para familiares e contou que se sentiu constrangida com a situação. Esses familiares decidiram chamar a PM.
De acordo com a Polícia Civil, o médico confirmou que houve um abraço, mas negou os elogios e o pedido de beijo. O profissional ainda alegou que tem um filho menor de idade e ofereceu o abraço no sentido de acalmar a mãe.
O caso será investigado. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria.
UPA Campo Grande, em Campinas
Fernanda Sunega
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